Prevenir é melhor do que remediar. Você já deve ter lido, escutado ou pronunciado essa frase inúmeras vezes e em diversas situações, ao longo da vida. A servidora pública do Judiciário alagoano, Silvaneide Alves da Silva Rios, também.
E por acreditar no poder da prevenção, como forma de evitar conseqüências mais graves em doenças que podem levar à morte, como o câncer, ela sempre se se manteve atenta aos sinais do seu corpo e aos cuidados que a boa saúde requer.
Certo que, em se tratando de câncer, nem sempre é possível prevenir. A doença é traiçoeira, e às vezes chega sem aviso prévio e se instala, masmo em pessoas sem predisposição e que mantêm hábitos saudáveis. Nesse caso, o diagnóstico precoce é o caminho viável para brecar o mal no seu começo, quando ainda é possível tratar.
Cuidadosa e atenta a essa recomendação, Silvaneide é daquelas que realizam com destemor e assiduidade - pelo menos uma vez por ano - os chamados ‘exames de prevenção' (mamografia e ultrassonografia) do câncer de mama.
Faz isso desde que completou 40 anos de idade. E qual não foi o susto ao descobrir, em um desses exames de rotina, que apesar dos cuidados alguns nódulos se desenvolveram na mama. A biopsia confirmou: era câncer.
“Foi um choque para toda a família. Mas quem tem Deus tem tudo, e com muita fé iniciei imediatamente os tratamentos recomendados”, conta ela. Era dezembro de 2016, ainda no eco das campanhas do ‘Outubro Rosa’, que chama a atenção para os sinais da doença, como forma de evitar seu avanço.
Cirurgia, radioterapia em andamento e outra surpresa abala a família. A descoberta, também, de um câncer renal. Momento difícil. Silvaneide teve que suspender temporariamente a radio para o novo tratamento, que exigiu, também intervenção cirúrgica. Enfrentou tudo com fé e coragem e a doença reverteu.
A medicação continua por mais 5 anos, mas ela já se considera vitoriosa e cheia de saúde. E destaca que nos dois casos, a descoberta da doença na fase inicial foi fundamental para salvar sua vida.
“É preciso estar sempre atenta. Ninguém está imune. Eu faço os exames com freqüência, estou sempre atenta a qualquer sinal, e embora isso não tenha evitado o problema, foi fundamental para contorná-lo”, destaca Silvaneide.
ROSA e AZUL
O câncer de mama é o segundo tipo que mais afeta as mulheres no mundo, a partir dos 40 anos de idade - atrás apenas do câncer de colorretal, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Todos os anos, durante o mês de outubro, o movimento conhecido como ‘Outubro Rosa’ chama a atenção da população para a necessidade de participar das ações de controle do câncer de mama, observando o próprio corpo e realizando os exames periodicamente.
Apesar do alto risco da doença, a descoberta precoce amplia as chances de cura em 95%. Por isso, a campanha enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas. Entre os principais sinais está o aparecimento de nódulo fixo, endurecido e geralmente indolor.
A mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos é a estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que ela seja feita anualmente, a partir dos 40 anos.
E quem pensa que isso é coisa de mulher está enganado. Embora em menor escala, a incidência desse tipo de câncer também afeta homens. Portanto, é bom estar atento.
Até porque, vem aí, o ‘Novembro Azul’, que prolonga a campanha de esclarecimento sobre câncer, voltando o foco para os homens e seu principal fantasma: o câncer de próstata.
Nos dois casos, os hábitos saudáveis também ajudam a prevenir e remediar: Recomenda-se a prática de atividade física, alimentação saudável, controle de peso e evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas; além, claro, de consultas medicas e realização de exames regularmente.

